A crise económica: passado, presente e futuro.

Tudo começou com a crise imobiliária dos EUA. Essa crise começou por lá porque os bancos estavam a oferecer uma quantidadeimoveis-1.jpg muito grande de crédito imobiliário, o que acabou por incentivar demais o sector. O problema é que os bancos não faziam um estudo decente sobre as possibilidades financeiras dos clientes, achando que bastaria cobrar juros mais altos para se protegerem da inadimplência e aumentar os lucros. No entanto isso não foi suficiente. Como existia muito crédito disponivel, os americanos foram às compras felizes e contentes pois estavam a adquirir a sua casa própria. Só que, em consequência desta procura, o preço dos imóveis subiu muito e chegou ao ponto de, alguns que originalmente valiam 80 mil dólares acabarem por ser vendidos por 200 mil.

Quais as consequências desta crise?

Monetáriamente incapacitados por pagarem preços excessivamente elevados nos imóveis e nos juros da sua hipoteca, os americanos começaram a deixar de pagar os bancos. Esta situação não aconteceu apenas em alguns casos isolados, aconteceu em massa, o que levou ao aparecimento de um novo problema, uma vez que os bancos não disponibilizavam apenas créditos para o sector imobiliário, incentivando assim o consumo em diversas áreas. Este facto levou ao aumento do endividamento e as pessoas acabam por muitas vezes não conseguir pagar suas dívidas. economia.jpg
Com a crise instalada e alastrada a outros sectores (o petrolífero por exemplo) bem como a todos os outros continentes (mas sendo negada pela maioria dos dirigentes políticos), os bancos começaram a sentir falta de dinheiro novo, dinheiro esse com que já contavam para várias outras operações financeiras.


O que aconteceu então à economia mundial?!

A economia mundial passou então a ser acompanhada por um termo que certamente todos já ouviram falar: a recessão. Recessão apenas acontece quando há uma grande queda no crescimento económico de uma determinada região ou país. Os resultados são, geralmente, devastadores e incluem “sintomas” tão sérios como a diminuição dos salários dos trabalhadores, redução da produção e da oferta de serviços, aumento do desemprego, entre outros.

Actualidade

Actualmente, a economia diz-se “em clima de recuperação”. As bolsas mais influentes estão a acompanhar o sentimento positivo da generalidade dos mercados mundiais. É claro que não podemos afirmar que a economia global está forte mas pelo menos já não se encontra em queda.
No que respeita á economia portuguesa, podemos dizer que esta evolui á velocidade de ralenti.


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Face à análise deste quadro, podemos concluir que, a economia portuguesa no período 2009-2010 são marcadas por um quadro de interacção entre a crise nos mercados financeiros internacionais e um forte abrandamento da actividade económica à escala global, sendo claro a ocorrência de um cenário recessivo e um baixo crescimento nas economias de mercado emergentes. Assim, as actuais projecções para a economia portuguesa apontam para uma contracção da actividade económica em 2009, seguida de uma recuperação moderada em 2010.


E o futuro? crise_02.gif

Todos sabem que este aumento brutal do preço do petróleo vai acontecer. Por exemplo, sabe-se que a população da China (que representa cerca de 1/6 da população mundial), que até recentemente utilizava a bicicleta como um dos principais meios de transporte, está actualmente a troca-la pelo carro. Imagine-se então as consequências assustadoras no preço do petróleo. Por outro lado, ninguém pode prever quando é que isto vai acontecer (os mais pessimistas apontam para 10 anos e os mais optimistas para 50 anos). Outro dado adquirido é que não estamos preparados para este impacto e que os esforços no sentido de diminuir o consumo do petróleo a nível global são insuficientes pois o consumo continua a aumentar.

No que diz respeito a este assunto, Portugal deu já os primeiros passos para a “desintoxicação” face à dependencia petrolífera em que se insere também: o incentivo á produção e obtenção de carros eléctricos. Este pequeno passo poderá simbolizar o salto para a massificação deste tipo de veículos que por sua vez representa um obstáculo para os lobbies do petróleo. No sentido permanecerem competitivos em relação à alternativa el1.jpgéctrica, serão obrigados a reduzir o preço do petróleo, em vez de aumentar. É no entanto de salientar que, é notório que não estamos preparados para este impacto e que os esforços no sentido de diminuir o consumo do petróleo a nível global são insuficientes pois o consumo continua a aumentar.


Conceitos:
Crise- Conjuntura perigosa; momento perigoso e decisivo.
Inadimplência- Falta de cumprimento (de um contrato).
Recessão- Diminuição da actividadeatividade económica dum país.
Ralenti- Movimento lento ou em câmara lenta.
Massificação- Fenómeno pelo qual, numa sondagem, num inquérito, etc., um número crescente de indivíduos apresenta um número cada vez maior de características ou de combinações de características comuns.


Fontes:
http://hlagido.wordpress.com/category/economia/
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=economia
http://www.produzindo.net/entenda-a-crise-economica-que-estamos-vivendo/
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20081028143640AANHEM7
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/internacional/economia/pt/desarrollo/1007992.html
http://portal.ipvc.pt/images/ipvc/ipvc/pdf/perspectivas_economicas_2009_2010_bportugal.pdf



5 COESÃO SOCIAL
5.1 Distribuição do rendimento e o risco de pobreza.


Em Portugal "o risco de pobreza após transferências sociais (20 por cento em 2004) e as desigualdades na distribuição dos rendimentos (rácio 8,2 em 2004) são das mais elevadas na União Europeia (UE)". A população mais idosa é a mais atingida pela pobreza, sendo que as despesas com a protecção social representavam 24,9 por cento do PIB, longe da média de UE de 27,3 por cento.

Nos países onde a desigualdade da distribuição do rendimento é menos marcada, a taxa de pobreza é menor, deste modo, pode-se avaliar o risco de pobreza.

Bruxelas identifica "seis riscos multidimensionais e sistémicos que afectam fortemente a inclusão em Portugal", sendo o primeiro dos quais a "pobreza infantil e pobreza dos idosos".

O insucesso escolar e abandono escolar precoce, os baixos níveis de qualificação, a participação diminuta em acções de aprendizagem ao longo da vida, a infoexclusão e ainda desigualdades e discriminação no acesso aos direitos das pessoas com deficiência e dos imigrantes, são outros riscos.

A Comissão Europeia destaca a adopção de medidas de combate à pobreza como "a activação do Rendimento Social de Inserção", os "Contratos de Desenvolvimento Social" e o "Complemento Solidário para Idosos", considerando, no entanto, que estas "não são suficientes para reduzir de forma significativa a pobreza".

“Em Portugal o risco de pobreza e as desigualdades na distribuição dos rendimentos são dos mais elevados da União Europeia, segundo o Relatório Conjunto de 2008 sobre Protecção e Inclusão Social divulgado em Bruxelas.”





5.2) Agregados familiares sem indivíduos empregados
Ter um emprego por contra própria ou por conta de outrem é um factor de diminuição do risco de pobreza.
Contudo, tendo em conta o peso da população trabalhadora na população em idade activa, verifica-se que a percentagem de trabalhadores que se encontram abaixo do limiar de pobreza esconde valores
absolutos relevantes.
O reconhecimento formal da existência de situações de in-work poverty nos Estados Membros, implicou uma necessidade de definição de indicadores e variáveis no contexto do Método Aberto de Coordenação na
Inclusão Social e da Estratégia Europeia de Emprego. Com estes novos indicadores será possível um melhor
conhecimento das causas e mecanismos de reprodução da pobreza junto da população que se encontra
inserida no mercado de trabalho e, consequentemente, poderá permitir mudanças nas orientações e
estratégias das políticas e medidas de inclusão social e de luta contra a pobreza.
A definição de in-work poverty utilizada no contexto do Método Aberto de Coordenação na Inclusão Social e
da Estratégia Europeia de Emprego tem como base a definição de trabalhadores pobres como os indivíduos
que se encontram inseridos no mercado de trabalho e cujo rendimento equivalente disponível – ou
seja, o rendimento disponível total do agregado familiar dividido pela sua "dimensão equivalente"– se
situa abaixo dos 60% da mediana nacional do rendimento equivalente.
Desta forma, a definição de in-work poverty abrange não só os trabalhadores pobres mas também o seu
agregado familiar. Uma abordagem efectuada ao nível do agregado familiar permite um enfoque nas
condições económicas de todas as pessoas – independentemente da idade e da situação face ao emprego –
que vivem em agregados onde existe pelo menos uma pessoa inserida no mercado de trabalho. Na base
desta abordagem prevalece a percepção de uma divisão dos recursos dentro do agregado familiar. Desta
forma, as condições económicas dos indivíduos dependem da soma de todos os recursos económicos
existentes no agregado e, consequentemente, o rendimento de um dos membros do agregado familiar pode
ser relativamente elevado e, no entanto, encontrar-se abaixo do limiar de pobreza. As famílias numerosas,
em que apenas um elemento se encontra inserido no mercado de trabalho e cujo rendimento não é suficiente
para evitar que todo o agregado familiar se encontre abaixo do limiar de pobreza, são exemplos destas
situações. Por outro lado, verifica-se igualmente a situação oposta, ou seja, trabalhadores com baixos
rendimentos que não se encontram em risco de pobreza devido ao rendimento total do agregado familiar,
como por exemplo, jovens com baixos rendimentos mas que podem usufruir de um nível de vida acima do
permitido pelo seu salário pelo facto de ainda se encontrar em casa dos pais e usufruir dos recursos deste
agregado familiar.


5.3 Desemprego de Longa Duração
O que é considerado Desemprego de Longa Duração?
Consideram-se em situação de Desemprego de Longa Duração, os trabalhadores dependentes ou independentes que, tendo disponibilidade para o trabalho, estejam desempregados há mais de 12 meses e inscritos no respectivo centro de emprego. Esta situação é certificada pelo Centro de Emprego em que o participante encontre inscrito. Segundo dados do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, no fim de Dezembro do ano passado, estavam registadas nos centros de emprego mais de 402 mil pessoas à procura de trabalho. Destas, mais de um terço, ou seja, mais de 143 mil, estavam à procura de emprego há mais de um ano. Estas últimas estatísticas oficiais conhecidas, mostram também que cerca de 80% dos desempregados de longa duração tem mais de 35 anos.
O desemprego afecta financeiramente e também psicologicamente a população, levando estes á exclusão social.
Não existe uma causa específica para o Desemprego de Longa Duração. Quando uma legislação laboral pouco flexível e o baixo nível de formação de desempregados, juntamente à inexistência de programas de formação que possibilitem a reconversão desses trabalhadores, são factores que o promovem.
Segundo a informação transmitida pelo quadro 5.1 "Desemprego de Longa Duração" vemos que entre o ano de 1999 e de 2003, a Alemanha era líder, entre os países europeus, em Desemprego de Longa Duração com as percentagens entre 4.3% e 4.6%. Portugal encontrava-se em 13º lugar da tabela com os valores entre 1.8% e 2.2%.
Quando se analisa o andamento do desemprego de Longa Duração na União Europeia, vemos que houve uma diminuição em meados da década de 90, contudo em 2002 houve um agravamento, podendo mesmo afirmar que hoje em dia o desemprego encontra-se numa situação caótica. Portugal é um dos países com uma taxa muito elevada de Desemprego de Longa Duração, e esta taxa está em crescimento.
Oito em cada dez Desempregados de Longa Duração têm mais de 35 anos. Provavelmente esta percentagem tende a vir a aumentar uma vez que o Governo Português considera Desempregados de Longa Duração, todas as pessoas que tiverem inscritas nos centros de emprego há mais de seis meses.

Quais as causas?
Segundo o Banco de Portugal, cada desempregado passa em média 23 meses à procura de trabalho, o número mais elevado da última década. Logo, é plausível deduzir que uma explicação para o problema do aumento do desemprego de longa duração, está relacionada com o abrandamento da economia, uma vez que esse abrandamento provoca o aumento do número de falências e, logicamente uma redução de actividades por parte das empresas.



Quais as consequências?
Uma das consequências mais notórias do desemprego de longa duração é o aumento das reformas antecipadas. Entre Janeiro e Dezembro do ano passado, trinta mil pensionistas entraram na reforma antecipada em Portugal. No entanto cerca de 15300 dos novos reformados já não tinham trabalho há mais de um ano sendo essa a principal razão para requerer a saída da vida activa, pois é a única forma de garantir sustento uma vez terminado o subsídio de desemprego.

Medidas atenuantes
Para combater este problema, o governo decidiu conceder apoios às empresas que celebrem contratos sem termo com desempregados de longa duração, através da isenção do pagamento das contribuições para a segurança social a cargo da entidade empregadora por um período de 36 meses ou, atrás do apoio directo à contratação no montante 2.000€ em acumulação com a isenção do pagamento de contribuições para a Segurança Social pelo período máximo de 24 meses.

Fontes:
· http://diario.iol.pt/economia/portugal-desemprego-desempregados-longa-duracao-instituto-de-emprego/1039615-4058.html

· http://www.emprego2009.gov.pt/cidadao/medida_c8.htm

· http://www.banifib.pt/Banif/Document/1_Desemprego_geral.pdf

· http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1046615

· http://www.esquerda.net/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=9518

· http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1393141


Trabalho elaborado por: André, Cátia, Diana, Gonçalo e Marta
1.O que é afinal um país desenvolvido?
Um país desenvolvido, é um país que tem um PIB per capita elevado e que possui um índice de desenvolvimento humano elevado.


2.Exemplos de países desenvolvidos


Estes países situam-se principalmente na Europa, América do Norte e Asia, como por exemplo os Estados Unidos, Canadá, Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Japão e China.



3.Quais são os aspectos (variáveis) chave para o desenvolvimento de um país?

Os principais factores que influenciam o desenvolvimento de um país são: pagamento de impostos, criação de postos de trabalho com a construção de empresas e a riqueza produzida pelo país.


4.Porque há tantas diferenças entre o nível de desenvolvimento dos países?

Há diferenças porque todos os países têm o nível de desenvolvimento e indústria diferentes, reflectindo-se na economia. Se um país tem maior indústria, tem maior desenvolvimento e é mais forte do ponto de vista económico, do que um país em a indústria não está desenvolvida.
Comentário á noticia do dia 16 de Dezembro de 2009 do JN: Poder de compra 24% abaixo da média europeia”
Segundo o INE, o PIB per capita de Portugal está ajustado à paridade do poder de compra, situando-se em apenas 76%. Não é, portanto, de estranhar que em relação aos restantes países da Europa, o nosso país se encontre no 22ºlugar da tabela. De acordo com os dados da Eurostat, Portugal está actualmente na 11.ª posição na lista dos valores de salários mínimos dos países da UE, com 525€, muito longe dos 1600€ mensais proporcionados pelo Luxemburgo.
A nível nacional, os 16 concelhos com menor poder de compra per capita estavam até 2007, situados na região Norte. Uma das medidas a ser tomada para a amortização deste problema, passaria pela descentralização do poder económico característico do litoral sul, fomentando o desenvolvimento ou mesmo a criação de novas empresas ao longo de todo o território nacional, tornando assim Portugal um país economicamente mais homogéneo.

Conceitos:

PIB - O produto interno bruto (PIB) representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um período determinado.

Poder de compra - é o nível de capacidade financeira que um consumidor tem para um bem ou serviço, isso é, o quanto ele pode pagar. Quando relacionado a um consumidor, geralmente é baseado em quanto ele ganha ou tem guardado, quantia essa que tem a potencialidade de ser gasta em algum momento.

Salário mínimo - O salário mínimo é uma remuneração mínima estipulada por um governo para determinado número de horas trabalhadas. O salário mínimo é diferente em cada país.